A influência baiana na região, partindo da Casa da Torre e penetrando nos sertões de Rodelas devido à presença dos índios rodeleiros, foi marcada pela fundação da fazenda Endoema às margens do Rio São Francisco, possivelmente onde hoje se localiza a cidade de Remanso. Esta fazenda pertencia a um fidalgo português da família Dias Soares.
O filho do proprietário da fazenda, José Dias Soares, apaixonou-se por uma jovem do povo local, contra a vontade de seu pai. Para afastá-lo desse romance, o pai de José o enviou para integrar a Força Pública do Estado, em Oeiras, onde ele rapidamente se destacou e alcançou o posto de Capitão do Mato.
Na época, os índios Pimenteiras, que habitavam as cabeceiras do Rio Piauí, frequentemente atacavam as fazendas no Sul do Estado. José Dias Soares foi encarregado de combater esses índios. Em uma dessas incursões, ele recebeu como recompensa a sesmaria do Caracol, localizada nos contrafortes da Serra dos Dois Irmãos, próximo à lagoa do Caracol.
Após se estabelecer em Caracol, José Dias Soares soube da morte de seu pai e retornou a Oeiras, onde reencontrou sua amada de Endoema. Decidiram então recomeçar suas vidas em novas terras, além da divisa entre o Piauí e a Bahia, estendendo sua propriedade para lá da Serra dos Dois Irmãos.
Dessa união nasceram três filhos: Domingos Dias Soares, Gabriel Dias Soares e Manoel Dias Soares. Manoel foi raptado pelos índios aos 12 anos, reaparecendo muitos anos mais tarde acompanhado de uma índia chamada Marreca. Isso deu origem aos Dias Marreca, uma linhagem que ainda hoje está presente em Caracol.
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