No caminho do tanque, havia um Juazeiro de copa frondosa e tronco exuberante. Estava ali há décadas, como um marco natural. Diferia com sua coloração esverdeada de tudo que estava próximo, seus galhos repletos de flores e muitos frutos. Era época da safra de juá. Não só as crianças, mas também os animais, como cabras e vacas, aproveitavam esses gostosos frutos indeiscentes. O Juazeiro era também um lugar de descanso para tropeiros e ciganos, que ali arreavam seus alforjes, malas e baús, fazendo morada de tempos em tempos. Para alguns, aquela imensa sombra estava associada a leivozias e muitas histórias do outro mundo. Diziam que os animais refugavam passar ali, sob o velho Juazeiro, mesmo com muita chicotada; pois esses animais viam o que nós, humanos, não víamos: as tais almas penadas. Apesar de estar próximo da cidade, ninguém se atrevia a passar por ali à noite. Faltavam coragem e pelos para arrepios, pois vinha à mente a história do caboclo Azulão. Azulão era um cabra pernambucano ...