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Eu vejo em ti, ó mãe, o lírio agreste,
Do lago à beira que ficou plantado,
Espargindo o perfume encantado
Da suave brisa que o reveste.
Nem Salomão, nem toda a sua corte
Em elegância a ti é comparado,
Porque tiveste zelo e cuidado,
D'outro senão que o poder celeste.
Na luta em que te empenhas, destemida,
Quando a tiveres, "in totum", vencida,
Da sacra história lis outro serás:
Que em chamas, fulgores, docemente,
No carro de Elias, triunfalmente,
Aos páramos celestes subirás.
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