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Saúde para todos até o ano 2000.


Em 1977, durante uma Assembleia Geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um grande desafio aos membros das Nações Unidas (ONU): o movimento SAÚDE PARA TODOS. Até hoje, essa meta ainda não foi alcançada. Mas o que significa saúde para todos? Como essa meta pode ser caracterizada, considerando que a OMS define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças? Essa definição amplia o conceito de saúde ao incluir o elemento social, e, infelizmente, o que observamos em grande parte do mundo é a falta dos elementos essenciais para a saúde, como saneamento básico, educação sanitária, higiene alimentar, habitação adequada e salários dignos que atendam às necessidades individuais e familiares.
Não queremos ser pessimistas, mas é evidente a necessidade de um grande esforço de todos os governos e países, especialmente dos chamados emergentes, para implementar reformas amplas não só no setor da saúde, mas também nas esferas política, social e econômica. Essas reformas são essenciais para que cada indivíduo e família possam ter acesso a serviços de saúde essenciais e de qualidade.
Em 1978, na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde realizada em Alma-Ata, na Rússia, ficou estabelecido que, para alcançar os objetivos de Saúde Para Todos, os cuidados primários de saúde seriam indispensáveis. Identificaram-se como elementos necessários: educação sobre os problemas de saúde, abastecimento adequado de água potável e saneamento básico, serviços de saúde materno-infantil, imunização contra as principais doenças infecciosas, prevenção e controle de doenças endêmicas, tratamento apropriado de lesões comuns e provisão de medicamentos essenciais.
Apesar da insegurança e das perturbações políticas e econômicas em muitos países, o esforço conjunto de governos e o apoio entusiástico das comunidades podem transformar esse sonho em realidade, possibilitando que nas próximas décadas todos os povos do mundo alcancem um nível de saúde que lhes permita levar uma vida social e economicamente produtiva.

A saúde dos povos ainda não é uma prioridade máxima dos governos. Recordemos que, nas décadas passadas, 500 bilhões de dólares foram gastos anualmente na manufatura de armamentos, enquanto havia 40 milhões de cegos no mundo, dos quais dois terços poderiam ter sido evitados. Enquanto a NASA gastou 24 bilhões de dólares até 1969 para levar dois astronautas à Lua, ainda não foi plenamente viabilizado um plano de levar água potável a todos os povos do mundo, uma meta que requer cerca de 10 bilhões de dólares.

Apesar de alguns progressos, como a erradicação da varíola, ainda há muito a ser feito. No Brasil, muitos problemas persistem. A tuberculose, por exemplo, afeta aproximadamente 80 mil brasileiros a cada ano. Em algumas regiões, a mortalidade infantil ainda é alta, devido a doenças evitáveis como diarreias, desidratação e infecções respiratórias, muitas vezes agravadas por desnutrição.

Esses problemas perdurarão por muito tempo, e é justamente por isso que a OMS vê a necessidade de um esforço conjunto de governos e comunidades. Medidas eficazes e simplificadas de saúde são necessárias para proporcionar a todos o bem-estar físico, mental e social preconizado pela OMS. No Brasil, isso pode ser implementado através da Estratégia Saúde da Família, um programa que busca atender às necessidades básicas de saúde da população de forma integral e contínua,
Tirando-a  do circulo vicioso da pobreza que leva à desnutrição que leva à doença que solapa suas energias,reduzindo sua capacidade de trabalho.

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