Eu me cuido,
tu te curas,
ele adoece...
nós pagamos,
e assistimos
eles morrerem
na fila do SUS.
Entre prazos e promessas,
esperanças se desvanecem.
Onde a saúde é direito,
tornou-se um privilégio.
Eu me protejo,
tu te salvas,
ele sofre...
nós clamamos,
e assistimos
eles sucumbirem
nos corredores lotados,
esperando uma chance.
Entre diagnósticos tardios
e tratamentos negados,
vidas são cifras,
números frios,
num sistema que falha.
Eu me vigio,
tu te tratas,
ele desiste...
nós lutamos,
e assistimos
eles se perderem
nas estatísticas de um caos
que clama por mudança.
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