Alguém acena para o povo
e o povo delira,
Vitória, vitória, afinal!
Depois... tudo volta ao normal:
o duro nas docas,
nas feiras,
nos campos,
nas fábricas,
cessado o anestésico geral.
Sem o canto dos mitos,
louvores dos aflitos,
renasce a vida real...
de quem dirige a orquestra
e organiza essa festa
na alcova do poder central!
E que o povo não esqueça,
por mais que santo pareça,
os prazeres dessa esbórnia:
migalhas do céu!
Levanta-te, ó povo, da opressão!
Que teu canto seja contestação,
Contra as mãos que te iludem,
Nas sombras do poder!
Não corra0s atrás do vento,
Não exultes na ilusão.
Luta pelo teu direito,
Pelo suor e pelo pão!
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