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Assim não dá.

A política econômica brasileira sempre foi caracterizada pela concentração de renda, onde os mais abastados detêm uma fatia desproporcional dos tributos pagos por todos nós. Infelizmente, os benefícios recebidos em troca dessa contribuição estão longe de representar uma divisão justa da nossa riqueza nacional. O Estado, em vez de garantir de forma adequada serviços essenciais como Educação, Saúde e Segurança, muitas vezes falha em atender às necessidades básicas da população.


A tão clamada reforma tributária é urgentemente necessária, mas esbarra na resistência de governadores e prefeitos que temem perder receitas provenientes de impostos sobre circulação de mercadorias, serviços e combustíveis. Enquanto não houver uma desoneração significativa desses tributos, continuaremos a ser sufocados por uma carga tributária injusta e opressiva.


É revoltante observar como os servidores públicos, que já recebem salários modestos, são obrigados a descontar uma parcela tão significativa de seus rendimentos em imposto de renda, muitas vezes ficando até mesmo em dívida com a Receita Federal na Declaração Anual. É uma situação lamentável que reflete a falta de equidade e justiça em nosso sistema tributário.


A música do Eduardo Costa ecoa forte, ressoando em nossas almas, pois retrata com precisão a realidade que enfrentamos: uma "ladroeira por todo lado". Um exemplo gritante disso é a situação na Assembleia Estadual do Piauí, onde mais de 3000 servidores ocupam cargos muitas vezes sem necessidade, em um ambiente onde não há espaço para todos trabalharem simultaneamente. Esses cargos frequentemente são ocupados por familiares de políticos, afilhados e aliados, perpetuando um sistema de favorecimento e nepotismo.


Em Caracol, como em muitos outros lugares, é comum ver filhos de ex-prefeitos ocupando cargos na Assembleia Estadual mesmo sem comparecer ao trabalho, enquanto o contribuinte é quem arca com esses privilégios injustificados. A falta de transparência e de fiscalização sobre essas práticas escandalosas apenas alimenta o sentimento de indignação e revolta da população.


Enfrentamos uma máquina estatal pesada e disfuncional, onde quanto mais alto o nível, maior o rombo e a corrupção. No entanto, apesar dos desafios, não podemos perder a esperança em dias melhores. Devemos continuar lutando, resistindo e protestando, pois mesmo diante das adversidades, ainda há uma luz no fim do túnel que nos impulsiona a seguir em frente.


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