Manoel Dias Soares foi o terceiro filho do Comandante José Dias Soares. Com apenas 12 anos de idade, ele foi sequestrado pelos Pimenteiras em represália à perseguição sofrida pelos colonizadores. Durante décadas, não houve notícias do garoto, filho do conquistador.
Quando já não se supunha que pudesse estar vivo, Manoel Dias Soares apareceu em certo dia acompanhado de uma senhora índia de nome Marreca, juntamente com uma prole de 14 filhos que nunca foram registrados nem tiveram identificação formal. Eles não se adaptaram à vida social da vila, por isso foram colocados na fazenda Saco, pertencente a um dos seus familiares, mais precisamente seu irmão Domingos Dias Soares. Ali, desenvolveram novos hábitos e costumes, integrando-se à vida dos colonos e vaqueiros, misturando-se com negros, caboclos e mestiços.
Com o passar do tempo, foram se estabelecendo às margens do açude e da lagoa que serpenteavam a vila de Caracol. Ali, viviam de pequenos trabalhos artesanais, como o preparo de cordas de caroá, esteiras de palha de carnaúba, aiós, pequenos mandados e utensílios que garantiam o sustento de suas vidas.
Por não terem tido acesso à educação formal e por suas atividades econômicas serem socialmente pouco valorizadas, essas condições estabeleceram um substrato discriminatório em relação aos seus familiares que viviam na cidade e não aceitavam a convivência com uma tipologia tão miscigenada e sem cultura.
Nos anos setenta, a política de reforma agrária do governo, através do INCRA, desapropriou a antiga fazenda Saco, que pertencera ao conquistador José Dias Soares e, posteriormente, ao seu filho Domingos Dias Soares. Na época da desapropriação, pertencia ao Sr. Francisco Gonçalves Mariano, conhecido pela alcunha de Chico Gancho, trineto do colonizador José Dias Soares.
Essa desapropriação possibilitou o retorno à fazenda Saco de um contingente considerável dos conhecidos Dias Marrecas, que viviam de pequenos trabalhos nas periferias de Caracol. Hoje, a comunidade dos Dias Marrecas é bastante numerosa e reconhece-se como descendente dos índios Pimenteiras e do colonizador branco, mas carregando a pecha de caboclo da beira do tanque, com baixa autoestima ainda presente.
Recentemente, surgiram várias lideranças no seio dessa comunidade, inclusive com participação na vida política e econômica do município, pois o assentamento Saco tem proporcionado ao longo do tempo novas possibilidades para o desenvolvimento político-social e econômico como estratégia para superar todo o atraso social dos Dias Marrecas de Caracol, por sua condição étnico-social renegada pelos descendentes do homem branco colonizador.
Quando já não se supunha que pudesse estar vivo, Manoel Dias Soares apareceu em certo dia acompanhado de uma senhora índia de nome Marreca, juntamente com uma prole de 14 filhos que nunca foram registrados nem tiveram identificação formal. Eles não se adaptaram à vida social da vila, por isso foram colocados na fazenda Saco, pertencente a um dos seus familiares, mais precisamente seu irmão Domingos Dias Soares. Ali, desenvolveram novos hábitos e costumes, integrando-se à vida dos colonos e vaqueiros, misturando-se com negros, caboclos e mestiços.
Com o passar do tempo, foram se estabelecendo às margens do açude e da lagoa que serpenteavam a vila de Caracol. Ali, viviam de pequenos trabalhos artesanais, como o preparo de cordas de caroá, esteiras de palha de carnaúba, aiós, pequenos mandados e utensílios que garantiam o sustento de suas vidas.
Por não terem tido acesso à educação formal e por suas atividades econômicas serem socialmente pouco valorizadas, essas condições estabeleceram um substrato discriminatório em relação aos seus familiares que viviam na cidade e não aceitavam a convivência com uma tipologia tão miscigenada e sem cultura.
Nos anos setenta, a política de reforma agrária do governo, através do INCRA, desapropriou a antiga fazenda Saco, que pertencera ao conquistador José Dias Soares e, posteriormente, ao seu filho Domingos Dias Soares. Na época da desapropriação, pertencia ao Sr. Francisco Gonçalves Mariano, conhecido pela alcunha de Chico Gancho, trineto do colonizador José Dias Soares.
Essa desapropriação possibilitou o retorno à fazenda Saco de um contingente considerável dos conhecidos Dias Marrecas, que viviam de pequenos trabalhos nas periferias de Caracol. Hoje, a comunidade dos Dias Marrecas é bastante numerosa e reconhece-se como descendente dos índios Pimenteiras e do colonizador branco, mas carregando a pecha de caboclo da beira do tanque, com baixa autoestima ainda presente.
Recentemente, surgiram várias lideranças no seio dessa comunidade, inclusive com participação na vida política e econômica do município, pois o assentamento Saco tem proporcionado ao longo do tempo novas possibilidades para o desenvolvimento político-social e econômico como estratégia para superar todo o atraso social dos Dias Marrecas de Caracol, por sua condição étnico-social renegada pelos descendentes do homem branco colonizador.
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