Empunhando o gládio e a esquálida lança,
Em desespero e o coração aflito,
Bebendo da vida toda esperança,
Quase jazendo de amor contrito.
De todo obstáculo já sem graça,
Mirando raquítico infinito,
Sem força, sem fé, apenas grito...
E apenas um sussurro leve passa...
E vem a noite, nesse conluio enxergo,
Triste olhar de um solilóquio vesgo...
Como um vulcão rompendo a primavera.
E mesmo o mar se avolumando adiante,
Destruindo reinos, reis e infantes,
Inda assim vive minha'alma essa quimera...
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