Boa noite a todos.
É uma alegria imensa ver tantos rostos queridos aqui hoje. Esta noite não é apenas o lançamento de um livro — é o encontro entre memórias, raízes e poesia.
Escrever sobre minha terra natal foi um mergulho no tempo. Revi ruas, vozes, costumes, e principalmente, as transformações políticas e administrativas que moldaram quem somos hoje. Cada capítulo que fala sobre a evolução da nossa cidade ou vila é também uma forma de dizer: estamos aqui, resistimos, crescemos.
E no fundo dessa história, há um nome que ecoa como ponto de partida: José Dias Soares. Foi ele quem, deixando para trás o conhecido, adentrou a vasta Ribeira do Piauí, região de rios que banhavam as terras dos índios Pimenteiras. A vida desses primeiros habitantes foi sendo afastada pela marcha da colonização, e, nas mãos de José Dias Soares, a sesmaria de Caracol ganhou novos caminhos. Ali ele fincou raízes, trazendo consigo familiares e amigos, erguendo casas e abrindo pastos. Entre a poeira dos cascos e o som do gado, nasciam as primeiras fazendas — sementes que germinariam na cidade que hoje chamamos de Caracol.
Dos Dias Soares, ramificaram-se outros galhos da grande árvore que nos abriga: Figueiredo, Pinheiro, Medeiros, Boson e Macedo. Famílias que se uniram, cresceram e ainda hoje compõem a essência viva da nossa comunidade.
Mas não quis contar apenas os fatos. Trouxe também a alma da minha terra — nos poemas, tentei traduzir o cheiro da terra molhada, o som do sino na tarde calma, e o sentimento de quem vive num lugar que nunca abandona o coração.
Este livro nasceu da saudade, do orgulho e do amor. É uma forma de homenagear nossas origens e dizer que nossas histórias merecem ser contadas.
Agradeço a todos que fizeram parte desse caminho — familiares, amigos, professores, leitores e conterrâneos. Esta obra também é de vocês.
Muito obrigado por estarem aqui. Boa leitura, e que cada página os leve de volta para casa.Muito obrigado!
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