Tão doce, graciosa e sedutora,
figura que enfeitiça e me devora,
pareces fonte limpa de ternura,
mas escondes o engano que vigora.
Com gestos calculados, sedutora,
armas tuas armadilhas toda hora;
em fios de fantasia enganadora,
prendes quem se aproxima e não vigora.
Mas cedo me afastei dessa cilada,
da tua rede falsa e envenenada,
de garras que só ferem quem confia.
Percebi que essa doçura era fachada:
astúcia, frieza disfarçada,
como sereias que iludem na marinha.
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