Minha terrinha querida,
Que enfeita meu coração,
És a razão da saudade,
Do meu canto e da emoção.
Teu povo é doce carinho,
Teu céu é puro clarão.
Parti tão cedo, tão novo,
Fui buscar outro destino,
Mas o que achei foi o mundo,
Tão duro, frio e ferino.
E hoje choro em silêncio,
Do teu abraço divino.
Nos sonhos volto contigo,
Por tuas ruas caminho,
Revejo amigos, sorrisos,
E o aconchego tão ninho.
Mesmo distante, ainda escuto
Teu canto manso, vizinho.
E quando a vida se for,
Quero em teus braços repouso,
Dormir no seio da terra,
Do teu carinho gostoso.
Minha cidade querida,
Meu bem mais simples e honroso.
Saudade é chama que arde,
É dor que nunca se engana,
Consome o peito que sofre,
Com sua força tirana.
Minha cidade, minh’alma,
És minha eterna cabana.
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