Tão meiga, tão graciosa e tão formosa,
Cidade minha, és luz que me inspira,
Teu canto é fonte, amor que suspira,
Qual sonho brando, ninfa harmoniosa.
Fitando o forasteiro, és caprichosa,
Com teu olhar sutil que o desafira;
Mas logo o enlaças na suave lira,
Que aos corações se mostra tão formosa.
Cedo deixei-te, ó terra tão querida,
Segui distante o mundo incerto e louco,
De amores vãos, de dor e solidão...
Hoje me invade a mágoa dolorida:
Consome o peito e o devora, pouco a pouco,
Pois lá deixei sepulto o coração.
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