Miguel de Paiva Rosa nasceu Teresina no dia 15 de dezembro de 1876, filho de
João Augusto Rosa e de Júlia Emília de Paiva Rosa.
Ingressou na Faculdade de Direito do Recife em 1896 e concluiu o curso em 1898. Depois
de formado regressou ao Piauí e foi nomeado juiz distrital de Jurema e, logo em seguida, de
União. Em 1900 tornou-se juiz distrital de Teresina. Em 1904, no governo de Álvaro de
Assis Osório Mendes (1904-1907), foi nomeado diretor de Instrução Pública. Ocupou o
cargo até 1909, já no governo de Anísio Auto de Abreu (1908-1909). Foi também juiz
distrital de Floriano, professor de história do Brasil no Liceu Piauiense e professor e
primeiro diretor da Escola Normal do Piauí.
Na eleição para governador do estado em 1912, foi lançado candidato com o apoio do então
governador Antonino Freire da Silva, contra as candidaturas de Odilon Costa e do ex-
governador Coriolano de Carvalho e Silva. Vencendo a disputa, tomou posse em 1º de
julho do mesmo ano. Seu governo foi marcado por uma forte crise econômica ocasionada
pelo início da Primeira Guerra Mundial, que prejudicou o comércio exterior, e pela seca de
1915, que abalou severamente a economia estadual. Sofreu duros ataques de políticos
piauienses, entre eles Félix Pacheco, então deputado federal. Durante sua gestão, foi
inaugurada a distribuição de luz elétrica na capital Teresina e foi construída uma fábrica de
óleos vegetais na região do rio Parnaíba. Também combateu o banditismo social no sul do
estado e aproximou o governo do clero, resolvendo contendas locais. No fim do quadriênio,
em 1º de julho de 1916, transmitiu o governo ao sucessor Eurípedes Clementino de Aguiar.
No campo jornalístico, fundou o jornal A Pátria, ao lado de Abdias da Costa Neves e de
Antonino Freire da Silva, e dirigiu o Almanaque Piauiense. Também colaborou com os
periódicos O Reator, Murmúrio, O Piauí, O Monitor, O Norte, A Luz, A Notícia, Jornal de
Notícias e O Combate. Em 1924 foi nomeado procurador regional da República no Piauí.
Faleceu na cidade de Teresina em 9 de junho de 1929.
Raimundo Helio Lopes FONTES: BASTOS, C. Dicionário
Comentários
Postar um comentário