Pular para o conteúdo principal

Postagens

ORIGEM DA FAMÍLIA FIGUEIREDO, A PARTIR DA FAMÍLIA DIAS SOARES DE CARACOL.

**O Velho Domingos Dias Soares: Um Fazendeiro de Posses e Suas Conexões Familiares** O velho Domingos Dias Soares era um fazendeiro de posses, dono de vastas terras e incontáveis rebanhos de gado, herdados de seu pai, o Comandante José Dias Soares. José foi o conquistador de toda a região dos sertões do sul piauiense, especificamente das encostas da Serra dos Dois Irmãos, entre as divisas do Piauí e Bahia, no início do século XIX. Domingos mantinha boas relações comerciais com grandes compradores de gado, especialmente aqueles oriundos da região de Feira de Santana, no estado da Bahia. Um desses comerciantes, com quem cultivou uma longa amizade, era o Sr. Licurgo Benevides. Conhecido por sua facilidade de trato, afabilidade e retidão nos negócios, Licurgo já era um rosto familiar entre os parentes do ilustre fazendeiro. Certa feita, com tamanha confiança entre os dois, Licurgo persuadiu Domingos a permitir que um de seus patrícios, de nome José Caetano de Figueiredo, cortejasse uma das...

O SANTO E O ANIVERSARIANTE...

Lendo o Santo do Dia da Liturgia Diária, dei-me conta de que hoje a Igreja Católica reverencia São Judas Tadeu ou Lebeu, um dos apóstolos mais próximos de Jesus. Recordo-me ainda que nesta data, na minha terra, aniversariava meu amigo de infância Raimundo Tadeu, filho de minha madrinha de batismo, Aline Albuquerque. Tadeu tinha cabelos louros, longos e cacheados, fruto de uma promessa de sua mãe de deixá-los crescer até que completasse catorze anos, o que para nós crianças era uma delícia, pois essa promessa estava associada à comemoração do aniversário do pequeno nazareno, nascido no mesmo dia do santo de quem recebera o nome. Todos os anos, íamos à festinha do aniversariante saborear as apetitosas petas e os ginetes saborosos de Dona Aline, cujo feitio tão caprichado demonstrava todo o carinho de minha madrinha pelos amigos do seu filho. Tadeu fazia parte do meu grupo de amigos nesses dias de infância, e andávamos sempre juntos para todos os lugares nas cercanias da nossa acanhada Ca...

Amnésia

Ainda busco a palavra perdida no mangue dos meus pensamentos:   temporal de ideias onde são presas as expressões não ditas...   incrustações gordurosas interditam os ditos de outrora!   Quem sabe, amanhã,   um limpador de trilhos nervosos   encontre novos caminhos   para ativar a lépida memória!

DESEJO

Há muito tento   a mina...   do ouro   das Minas Gerais! Quem mais se anima   nas rimas banais   dos trópicos fatais? Dos homens sem fé,   dos povos famintos,   dos seres extintos,   ou zumbis marginais? Da arte cinzenta,   da política abjeta   que se apresenta   como farsa ou currais?

Ressaca

Alguém acena para o povo e o povo delira, Vitória, vitória, afinal! Depois... tudo volta ao normal: o duro nas docas, nas feiras, nos campos, nas fábricas, cessado o anestésico geral. Sem o canto dos mitos, louvores dos aflitos, renasce a vida real... de quem dirige a orquestra e organiza essa festa na alcova do poder central! E que o povo não esqueça, por mais que santo pareça, os prazeres dessa esbórnia: migalhas do céu! Levanta-te, ó povo, da opressão! Que teu canto seja  contestação, Contra as mãos que te iludem, Nas sombras do poder! Não corra0s atrás do vento, Não exultes na ilusão. Luta pelo teu direito, Pelo suor e pelo pão!

Reflexão

— O que levas nessas águas turvas? — diz o homem na curva do rio, que segue, indolente, com sentimento de culpa. — Escondes o lixo humano que trazes de outras plagas, tingindo de escombros tuas águas, tecidas de mágoas, de onde jazem, sem esperança, tuas nascentes! E não muito além, só encontrarás jazigo... E todos a montante, a jusante, em breve, morreremos contigo.